15 de maio de 2012

Oque é o E.A.S.Y?


Significa comer (Eating), praticar atividades (Activity) e depois dormir (Sleeping), a fim de separar bem o intervalo entre arefeição e o sono; assim, é criado um intervalo para o descanso dos pais: você (You). Como consequência, o bebê aprende a relaxar e a se acalmar sem uma associação com seio ou mamadeira. E os pais conseguem interpretar de forma mais realista o choro ou o comportamento observados no bebê. 



Coma quando tem fome. Beba quando tem sede. Durma quando está cansado. _ Máxima budista 



E.A.S. Y. acostuma o bebê à ordem natural das coisas: comer, brincar e descansar. Eu já vi pais colocarem o bebê na cama logo depois da alimentação, freqüentemente porque ele cai no sono enquanto mama ou toma a mamadeira. Não aconselho esse hábito por dois motivos.
Primeiro porque o bebê torna-se dependente da mamadeira ou do seio, e logo precisará deles para dormir. Em segundo lugar, você gosta de dormir após uma refeição? A menos que seja feriado e que você tenha comido um chester imenso, provavelmente não. Com freqüência, você faz a refeição e depois exerce algum tipo de atividade. Na realidade, nossa vida adulta é organizada em torno das refeições: depois do café da manhã, saímos para o trabalho, para a escola ou para brincar; depois do almoço, mais trabalho, escola ou brincadeira; e depois do jantar, banho e repouso. Por que não oferecer a seu bebê a mesma progressão natural?
Estrutura e organização propiciam a todos os familiares a sensação de segurança. Uma rotina estruturada auxilia os pais a estabelecer um ritmo que o bebê possa seguir e a criar um ambiente que o ajude a perceber o que virá em seguida. Com o E.A.S.Y., não há rigidez: ouvimos o bebê e atendemos a suas necessidades específicas, mas o dia será mantido em uma ordem lógica. 


Somos nós, e não o bebê, que fornecemos a base.



Porque criar uma rotina para os bebês? E seguir o E.A.S.Y




Os budistas se referem a um estado de consciência, que significa prestar atenção total ao ambiente e estar completamente presente em cada momento. Eu sugiro que você aplique essa idéia na criação do recém- nascido.
Tente tornar-se mais consciente dos hábitos que você está estabelecendo.
Por exemplo, aos pais que ficam com o bebê no colo até ele dormir, eu recomendo que façam o mesmo, por meia hora, com um saco de batatas de 9 quilos. Ora, é isso mesmo que você deseja estar fazendo daqui a alguns meses, quando o bebê crescer?
Para aqueles que estimulam o bebê ininterruptamente, para que ele se distraia, eu pergunto: "Como você quer que seja sua vida quando ele for um pouco mais velho?".   

Independentemente de você estar planejando voltar a trabalhar ou permanecer em casa, ficará feliz se ele precisar de sua atenção constante? Você não acha que seria bom ter um pouco de tempo para si mesma?
Neste caso, deve, desde já, apoiar a independência de seu filho.
Também ajuda refletir sobre sua própria rotina. O que acontece quando seu dia é perturbado por um evento inesperado ou por um obstáculo a suas ações cotidianas? Você fica irritada e, muitas vezes, chega a perder a calma, o que pode afetar seu
 apetite e a qualidade de seu sono. Seu bebê não é diferente, exceto pelo fato de, por si mesmo, não conseguir estabelecer  uma rotina, ou seja, você precisa fazer isso por ele. Quando é estabelecido um programa sensível, ao qual o bebê possa se adaptar, ele se sente mais seguro e você, menos oprimida.

Muitas vezes, os pais têm uma noção errada de rotina, associando-a a ignorar o ritmo natural do bebê ou a deixá-lo chorar. Eles não percebem que é exatamente o oposto que acontece: a adoção do E.A.S.Y. ajuda os pais a interpretar e suprir melhor as necessidades do bebê.


Quando o E.A.S.Y. Parece Difícil

É raro, mas alguns pais têm muita dificuldade em estabelecer uma rotina estruturada. Em geral, isso ocorre por um dos seguintes motivos:

􏰁 Eles se vêem aprisionados por uma rotina. Se consi- derarmos a vida em toda a sua extensão, a infância dura apenas um momento. Os pais que entendem o E.A.S.Y. como uma sentença de vida reclamam e lamentam: nunca conseguirão tempo para compreen- der o filho ou para com ele se divertir.

􏰁 Eles não assumem compromisso. Sua rotina pode mudar com o tempo, ou você terá de fazer constantes ajustes às necessidades, suas e de seu filho. Ainda assim, a cada dia você deve tentar manter essa estru- tura da forma que é: comer, brincar, dormir e tempo para você. É um pouco tedioso, querida, mas funciona.

􏰁 Eles não conseguem trilhar o caminho do equilíbrio, o mais prático. Ou acreditam que o bebê deve adaptar- se às necessidades dos pais ou preferem a filosofia de que tudo deve ser comandado pelo bebê, o tempo todo - neste caso, o bebê e o caos dominam a casa.

DICA: Lembre-se de que seu bebê não é realmente "seu", mas constitui uma outra pessoa, um presente que você recebeu da natureza e do qual deve cuidar.


Acreditamos que a mãe que consegue interpretar as dicas de seu bebê, que entende o que o filho está tentando comunicar, está mais apta a oferecer uma educação que enriqueça o desenvolvimento da criança e, mais tarde, facilite o processo de cognição.
- Dr. Barry Lester, 
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